Ter HPV oncogênico (ou de "alto risco") detectado não significa ter câncer e nem mesmo necessariamente ter uma lesão precursora. O teste identifica uma infecção que aumenta o risco de presença de uma dessas alterações.
O risco não é o mesmo para todos os tipos de HPV. Os tipos HPV 16 e HPV 18 estão particularmente associados ao câncer do colo do útero e, por isso, representam um risco maior de presença de lesão precursora, sendo recomendável a colposcopia independentemente do resultado de citologia (caso tenha sido realziada junto com o teste). Já para outros tipos considerados de alto risco, diferentes de 16 ou 18, o risco de presença de lesão precursora é muito baixo e, para decidir se é necessária alguma investigação, deve ser considerado o resultado de uma citologia, de preferência realizada no mesmo material obtido para o teste de HPV. Se essa citologia estiver normal, você deve realizar um novo teste em um ano. Se estiver anormal, você deve realizar uma colposcopia.
Mas atenção: caso tenha realizado um teste anterior e ele tenha sido negativo, não significa que a infecção tenha sido adquirida neste intervalo.
A maioria das pessoas tem contato com o HPV logo no início da vida sexual, por ser muito frequente de difícil prevenção (mesmo usando camisinha ...) e o virus pode permanecer no nosso corpo por anos a décadas. Ele já poderia estra presente anteriormente, mas não foi detectado porque estava numa carga viral inferior ao limiar de detecção dos exames comercialmente disponíveis.
Da mesma forma, um teste futuro pode ser negativo e voltar a positivar, inclusive para tipos diferentes dos anteriormente detectados. Isso não significa, necessariamente, que houve uma nova contaminação. A infecção pode persistir por muitos anos, mas nossa imunidade impede que o virus se prolifere. Quando há alguma redução da imunidade, ele (e novos tipos) podem passar a serem detectados.
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/r/rastreamento-cancer-do-colo-do-utero/view