Este é um exame que visa substituir a citologia após o teste de DNA-HPV oncogênico (ou de "Alto Risco") para definir a necessidade de colposcopia.
Por exemplo, se você fez um teste de HPV em que não foram detectados tipos de alto risco, o seu risco de ter uma lesão precursora é extremamente baixo no momento e nos próximos cinco anos, sendo possível repetir o teste apenas cinco anos depois. O exame de Papanicolaou (citologia, colpocitologia, citopatológico ou citologia oncótica) ou a DM são desnecessários.
Se foram detectados os tipos 16 ou 18, o risco de haver uma lesão precursora chega a cerca de 20%, sendo recomendado realizar a colposcopia, independentemente de citologia ou DM.
Já quando são detectados tipos considerados de "Alto Risco" diferentes de 16 ou 18, o risco de haver uma lesão precursora é muito baixo (<5%) e o recomendado é realizar a citologia no mesmo material em que o teste de HPV foi realizado. É o que se chama "citologia reflexa". Caso ela esteja alterada, você deve ser encaminhada para colposcopia. Caso esteja normal, o seu risco é de fato muito baixo, mas maior do que as mulheres sem HPV de "Alto Risco" detectado. Neste caso, não deverá aguardar cinco anos para refazer seu teste, mas repetí-lo em um ano.
E onde entra a Dupla Marcação por p16 e ki-67 (DM)?
É um exame em que o médico não avalia se as células colhidas do seu colo do útero estão anormais, mas se elas estão marcadas por estes biomarcadores simultaneamente. Caso isso seja observado, significa que essas células estão sofrendo uma transformação anormal e, caso presentes tipos de "Alto Risco" diferentes de 16 ou 18, é recomendada a colposcopia.
Ou seja, fazer a citologia e a DM não faz sentido para definir se há necessidade de colposcopia. É um ou outro.
E os dois exames positivos não significa maior gravidade. A gravidade vai ser definida durante a colposcopia e, se necessário, planejado o tratamento para prevenir a evolução para o câncer do colo do útero.