A Colposcopia é um exame no qual examinamos a vulva (a parte externa da vagina), a vagina e o colo uterino (figura 1). Basicamente é idêntico ao exame ginecológico, no qual utilizamos também um espéculo vaginal (também conhecido como "bico-de-pato") para ver o interior da vagina e o colo uterino (figura 2). Na colposcopia, ao invés de examinarmos estes órgãos a olho nu, utilizamos um aparelho chamado colposcópio (figura 3).

Ele funciona como um microscópio e não entra em contato ou é colocado dentro da paciente. O médico olha através dele, a cerca de 30 cm da superfície que está sendo examinada. Durante o exame, são pincelados líquidos reagentes, que revelam as alterações destas superfícies e, em nossa clínica, são feitas fotografias para que seu médico possa ver as alterações descritas da mesma forma que nossos examinadores.

Figura 1 - Vulva

 

Figura 2 - Visão do colo e interior da vagina durante o exame ginecológico

 

Figura 3 - O Colposcópio adaptado à mesa de exame ginecológico.

 

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É permitida a reprodução parcial ou total deste texto desde que citada a fonte: Russomano, F., 2000. O que é Colposcopia? Available from: URL: http://www.cervical.com.br

A Cirurgia de Alta Freqüência (CAF) é um procedimento cirúrgico no qual uma área doente pode ser retirada com mínimo dano ao órgão. Trata-se de um termo genérico que tem sido empregado no Brasil para denominar vários procedimentos realizados com um eletrobisturi de alta frequência. Na maioria dos serviços brasileiros, refere-se à exérese da zona de transformação, e também é conhecida como LLETZ (Large Loop Excision of the Transformation Zone – exérese da zona de transformação por grande alça) ou LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure – excisão eletrocirúrgica por alça). Desde 2011 esses procedimentos tem sido denominados Excisão da Zona de Transformação, podendo ser dod tipos I, II ou III, na dependência da visibilidade da zona passível de doença (zona de transformação).

Trata-se de um tipo de cirurgia que utiliza um bisturi elétrico de baixa voltagem e alta frequência de corrente, capaz de retirar partes de tecido sem causar grande queimadura. É considerado atualmente o melhor tratamento para as lesões pré-malignas do colo uterino, recomendado em todo o mundo, pois é de baixo custo e pode ser feita sob anestesia local, e nas excisões dos tipos I e II, sem internação.

Devido a essas vantagens, vem substituindo procedimentos mais invasivos como a conização à bisturi, procedimentos à laser, de maior custo, e as cauterizações de lesões pré-malignas pela vantagem de, além de tratá-las, permitir o exame do segmento retirado, assegurando o diagnóstico (afastando a possibilidade de câncer oculto) e o tratamento total da lesão.

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É permitida a reprodução parcial ou total deste texto desde que citada a fonte: Russomano, F., 2017. O que é a Cirurgia de Alta Frequência?

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