Qualquer pessoa sexualmente ativa pode adquirir uma infecção sexualmente transmissível (IST). O risco depende das práticas sexuais, das formas de proteção utilizadas, do número e das características das exposições e de outros fatores — e não da idade, orientação sexual, identidade de gênero ou condição social da pessoa.
As IST são muito frequentes e não devem ser motivo de vergonha ou julgamento. Algumas podem não causar sintomas; outras provocam corrimento, feridas, verrugas ou outras manifestações que podem desaparecer mesmo sem que isso signifique necessariamente que a infecção tenha sido eliminada.Por isso, se você apresentar sintomas, receber o diagnóstico de uma IST ou acreditar que possa ter sido exposto a alguma delas, procure orientação de um profissional de saúde. Evite a automedicação, pois diferentes infecções podem produzir manifestações semelhantes e exigir exames e tratamentos diferentes.
Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, algumas IST podem causar complicações, como doença inflamatória pélvica, infertilidade, problemas durante a gravidez e, em determinadas situações, doenças mais graves.
É possível reduzir o risco
A prevenção das IST não depende de uma única medida. Dependendo da situação, pode envolver uso de preservativos, vacinação contra HPV e hepatite B, realização de testes, diagnóstico e tratamento das infecções e estratégias específicas de prevenção do HIV, como PrEP e PEP.Conhecer essas possibilidades permite escolher as formas de prevenção mais adequadas para cada momento da vida sexual.
Ter uma IST não define quem você é nem significa que alguém tenha se comportado de maneira irresponsável. Significa apenas que ocorreu uma infecção que merece ser identificada, tratada ou acompanhada adequadamente.