O tratamento das doenças relacionadas ao HPV visa apenas o desaparecimento das lesões. Não há, até o momento, algum medicamento capaz de eliminar o vírus de seu organismo. Isto acontecerá na dependência de suas próprias defesas.

Por outro lado, se você tem HPV, é muito provável que seu parceiro também o tenha. Ele pode já ter tido uma lesão que desapareceu, pode ser portador do HPV e nunca ter apresentado uma lesão ou pode ter lesões microscópicas que não têm tratamento. É possível que ambos convivam com o HPV há muito tempo e vocês podem manter sua vida sexual independente desta informação.

Apesar de existir a possibilidade de um dos parceiros eliminar o vírus e o outro não, recontaminando o primeiro, não existem evidências de que separar o casal ajuda a prevenir o reaparecimento de lesões. É possível que o ressurgimento de lesões, quando ocorre, seja devido à reativação de vírus que estavam em estado latente em seu organismo ou até por nova infecção. Um outro exemplo deste tipo de convivência entre paciente e vírus é o herpes, que se aloja em nosso corpo e espera uma oportunidade para causar novas lesões.

Este raciocínio vale para a transmissão homem-mulher, mulher-homem e nas relações homossexuais. Alguns estudos sugerem que o uso da camisinha pode ser benéfico, aumentando a chance de regressão de lesões leves na mulher e no homem. Se pensarmos que também previne a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, concluímos que seu uso pode ser interessante mesmo em casais em que ambos já tenham adquirido o HPV.