Depois do tratamento de uma lesão causada pelo HPV, você pode retomar sua vida sexual assim que a região tratada estiver cicatrizada e a relação não provocar dor, sangramento ou desconforto. Dependendo do tipo de tratamento realizado, seu médico poderá recomendar um período específico sem relações sexuais.

É importante lembrar que o tratamento elimina ou destrói a lesão, e não necessariamente o HPV naquele momento. Não existe medicamento capaz de eliminar diretamente o vírus do organismo. Na maioria das pessoas, com o passar do tempo, o próprio sistema imunológico controla a infecção e o HPV deixa de ser detectado.

Se você tem ou teve HPV, é bastante provável que um parceiro com quem mantém relações há algum tempo já tenha tido contato com o mesmo vírus. Ele pode nunca apresentar qualquer lesão e, muitas vezes, nem saber que teve a infecção.

Por isso, não há motivo para um casal interromper sua vida sexual por tempo indeterminado com a intenção de evitar ficar “passando o HPV de um para o outro”. Não existem evidências de que a abstinência sexual entre parceiros que já compartilham o HPV evite o reaparecimento das lesões.

Quando uma lesão reaparece depois do tratamento, isso pode ocorrer porque a infecção ainda não foi controlada pelo organismo ou porque um HPV anteriormente indetectável voltou a se manifestar. Na prática, geralmente não é possível determinar a origem de uma recorrência.

E devemos usar camisinha?

O preservativo reduz, mas não elimina, a transmissão do HPV, porque o vírus também pode estar presente em áreas da pele não cobertas pela camisinha.

Alguns estudos sugerem ainda que seu uso consistente possa favorecer o desaparecimento da infecção ou a regressão de algumas lesões, embora essa não seja uma razão para considerar que relações sem preservativo entre parceiros que já compartilham HPV provoquem necessariamente novas lesões.

Além disso, naturalmente, a camisinha continua sendo importante para reduzir o risco de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Essas considerações valem para relações entre homens e mulheres e também entre pessoas do mesmo sexo. Ter ou ter tido HPV não é motivo para abandonar ou restringir indefinidamente a vida sexual.