Em 2007 chegou ao mercado brasileiro a primeira vacina profilática contra quatro tipos de HPV: 6, 11 (causadores de condilomas), 16 e 18 (presentes na maioria das lesões pré-malignas e câncer cervical), fabricada pela Merk Sharp & Dohme e vendida com o nome de Vacina Quadrivalente contra HPV. Em 2008 foi lançada no Brasil a vacina contra os tipos oncogênicos do HPV (16 e 18) fabricada pela GlaxoSmithKline. Ambas são facilmente encontradas em clínicas de vacinação e disponíveis gratuitamente nos postos de vacinação da rede pública para meninas e, a partir de 2017, para meninos, entre 9 e 13 anos.

Como a infecção por outros tipos de HPV não é completamente prevenida, mulheres vacinadas contra o HPV devem manter a realização do exame preventivo na periodicidade recomendada: a cada três anos depois de dois exames negativos com intervalo de um ano e entre os 25 e 64 anos.

Já encontra-se disponível no exterior e com previsão de disponibilização no Brasil uma vacina "nonavalente" que é capaz de prevenir os mesmos quatro tipos da vacina quadrivalente e mais cinco outros tipos relacionados ao câncer do colo do útero.

Como apenas previnem a infecção, não há qualquer indicação destas vacinas para tratamento de lesões causadas pelo HPV. Também, apesar de muito alarde na mídia e redes sociais, não foram comprovados efeitos colaterais relevantes que pudessem ser relacionados sem sombra de dúvida a essas vacinas até o momento.

Ainda existe muita controvérsia e dúvidas relacionadas ao emprego destas vacinas, inclusive sobre seu valor na prevenção de novas lesões. Recomendamos que busquem mais informações no texto: Vacinas Contra HPV.

Outras propostas, de vacinas para tratamento de lesões já existentes encontram-se em fase de estudo e pesquisa em humanos.