Em primeiro lugar, qualquer portador de uma doença sexualmente transmissível (DST) como o HIV teve uma chance maior de contaminar-se com outras DST, como o HPV e outras. Além disso, nos portadores do HIV já com algum imunocomprometimento, é mais provável que o HPV produza lesões, facilitando o diagnóstico e dando a impressão de maior frequência da infecção.

Todavia, esta maior frequência de lesões relacionadas ao HPV nos portadores do HIV parece não estar exclusivamente relacionada ao grau de imunocomprometimento. Alguns estudos recentes mostram que existe uma interação entre os dois vírus: tanto o HIV seria um facilitador da multiplicação do HPV como o contrário.

A maior frequência destas lesões nos portadores do HIV mostra a importância da prevenção do câncer do colo do útero e as mulheres portadoras do HIV devem realizar seu preventivo após o início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual. Mulheres com contagem de linfócitos CD4+ abaixo de 200 células/mm3 devem realizar o preventivo a cada seis meses.