Pessoas com comprometimento do sistema imunológico, como aquelas que vivem com HIV, receberam transplantes ou estão em tratamento para alguns tipos de câncer, apresentam maior risco de persistência da infecção pelo HPV e de desenvolvimento ou recorrência de doenças relacionadas ao vírus.

Por esse motivo, a vacinação contra o HPV é especialmente importante nesses grupos. Embora a resposta imunológica à vacina possa ser menor em algumas pessoas imunossuprimidas do que em pessoas imunocompetentes, a vacina é segura e pode proporcionar proteção contra os tipos de HPV aos quais a pessoa ainda não foi exposta.

É importante lembrar que a vacina é preventiva: ela não elimina uma infecção pelo HPV já existente nem trata uma lesão causada pelo vírus.

No Brasil, o SUS oferece atualmente a vacina contra o HPV para pessoas vivendo com HIV ou aids, transplantadas de órgãos sólidos ou de medula óssea e pacientes oncológicos, dos 9 aos 45 anos. Nesses casos são recomendadas três doses, administradas aos 0, 2 e 6 meses.

Pessoas com outras causas de imunossupressão, como doenças autoimunes em tratamento com medicamentos imunossupressores, devem discutir individualmente com seu médico a indicação e o melhor momento para a vacinação.