O exame preventivo, também conhecido como "exame de lâmina" ou exame de Papanicolaou, tem a função de detectar as lesões consideradas precursoras do câncer do colo uterino: as lesões de alto grau (HSIL – de High Grade Squamous Intraepithelial Lesions - ou SIL II, Neoplasia Intraepitelial Grau II ou III - NIC II/IIII, Displasia Moderada/Acentuada/Carcinoma in situ*) ou adenocarcinoma in situ. São lesões com possibilidade de evoluir para o câncer em alguns meses ou anos se deixadas sem tratamento. É neste sentido que ele é considerado preventivo: ao denunciar a existência destas lesões, podemos tratá-las e impedir que evoluam até o câncer.

Em algumas mulheres esse exame também poderá detectar um câncer em suas fases iniciais, assintomáticas e sem lesão visível ao exame ginecológico.

Em algumas mulheres, porém, o preventivo pode detectar uma lesão que não oferece risco significativo de progressão para o câncer: são as lesões de baixo grau (LSIL – de Low Grade Squamous Intraepithelial Lesions - ou SIL I, Neoplasia Intraepitelial Grau I - NIC I, Infecção pelo HPV ou Displasia Leve). Nesses casos a colposcopia pode ser postergada e indicada somente se o exame se mativer alterado ou estiverem presentes tipos oncogênicos de HPV (veja Quando a colposcopia é necessária?).

Outros diagnósticos possíveis são células escamosas atípicas (ASC - Atypical Squamous Cells) e células glandulares atípicas (AGC - Atypical Glandular Cells). Nessas situações existem alterações celulares, mas que não preenchem todos os critérios diagnósticos para sugerirem doença. 

Todos esses diagnósticos podem estar relacionados ao HPV mesmo que isso não esteja mencionado no laudo do exame.

Todavia, na maioria das vezes, as alterações do preventivo são de natureza inflamatória ou infecciosa e podem ser avaliadas durante o exame ginecológico comum e, quando necessário, tratadas pelo médico assistente. São exemplo “cervicite”, “inflamatório leve", "moderado" ou "acentuado”.

Também existe uma série de diagnósticos que costumam preocupar a paciente por terem nomes incompreensíveis para quem não os conhece. Um exemplo é o termo “metaplasia escamosa”. Este termo lembra neoplasia, mas denomina um processo normal, que toda mulher tem ao longo de dua vida. Procure esclarecer com seu médico assistente.