Sim, é possível. O HPV é transmitido principalmente pelo contato sexual e pode ser transmitido mesmo quando não existem verrugas ou outras lesões visíveis. Mas não é possível calcular, em uma relação individual, qual foi a probabilidade de transmissão.

O uso da camisinha reduz o risco de transmissão do HPV, embora não ofereça proteção completa, pois o vírus pode estar presente em áreas da pele não cobertas pelo preservativo. Mas, além disso, a camisinha protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis.

Também não adianta procurar um médico no dia seguinte à relação para saber se você “pegou HPV”. Não existe um exame que possa responder a essa pergunta imediatamente. Se ocorrer uma lesão visível, como uma verruga genital, ela poderá aparecer semanas ou meses depois — ou nunca aparecer.

Se perceber uma verruga ou outra alteração na região genital ou anal, procure avaliação médica.

E se eu tiver colo do útero?

Nesse caso, também não há indicação de fazer exames imediatamente após uma relação apenas para descobrir se houve transmissão do HPV. O mais importante é manter o rastreamento do câncer do colo do útero na periodicidade recomendada, mesmo que você nunca tenha apresentado qualquer sintoma.

Nas novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, o teste de DNA-HPV oncogênico passou a ser o método primário de rastreamento. Para pessoas de risco habitual, o rastreamento começa aos 25 anos e, quando o teste é negativo, é repetido a cada cinco anos.

Nas localidades onde o teste de DNA-HPV ainda não estiver disponível, o Papanicolaou continua sendo utilizado durante a transição para o novo modelo de rastreamento.

Ter tido uma relação com alguém que apresentou HPV não significa que você terá uma doença causada pelo vírus. A maioria das infecções não provoca sintomas ou lesões e torna-se indetectável espontaneamente.