Sim.

A vacinação contra o HPV reduz muito o risco de infecção pelos tipos de HPV incluídos na vacina e, consequentemente, das lesões e cânceres relacionados a esses tipos. Entretanto, nenhuma das vacinas atualmente disponíveis protege contra todos os tipos de HPV oncogênico.

Além disso, as recomendações brasileiras atuais não dispensam nem modificam o rastreamento do câncer do colo do útero em função da vacinação prévia.

Portanto, mesmo quem foi vacinada antes do início da atividade sexual deve participar normalmente do rastreamento.

O que mudou recentemente foi o exame utilizado para fazer esse rastreamento.

Pelas novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, o teste de DNA-HPV oncogênico passou a ser o método primário recomendado no Brasil, substituindo progressivamente o Papanicolaou como exame inicial.

Para pessoas de risco habitual, o rastreamento começa aos 25 anos e, quando o teste de HPV oncogênico é negativo, é repetido após cinco anos.

Portanto, tomar a vacina reduz muito o risco, mas não elimina a necessidade de participar do rastreamento do câncer do colo do útero.